Mordeduras profundas* sem sinais de infecção: iniciar profilaxia com antimicrobiano.
Mordeduras com sinais de infecção: iniciar tratamento com antimicrobiano.
Infecções de pele
Avaliar infecção local, risco de tétano e possibilidade de raiva.
Diagnóstico
Tratamento
Definir a conduta pela profundidade da lesão e pela presença de sinais de infecção.
Mordeduras profundas* sem sinais de infecção: iniciar profilaxia com antimicrobiano.
Mordeduras com sinais de infecção: iniciar tratamento com antimicrobiano.
Mordeduras superficiais*: NÃO necessitam profilaxia com antimicrobiano.
*Mordeduras superficiais: não atravessaram a epiderme, nem provocaram sangramento. Mordeduras profundas: não se encaixaram na definição de superficiais.
Conduta
Esquemas organizados por primeira linha e alternativas, mantendo dose, intervalo e duração visíveis.
Farmacoterapia
Amoxicilina-clavulanato
Crianças: 3 dias se profilaxia; 5 dias se tratamento.
Farmacoterapia
Clindamicina + Ciprofloxacino
Crianças: preferir clindamicina + sulfametoxazol-trimetoprim.
Clindamicina + Sulfametoxazol-trimetoprim
Crianças: 3 dias se profilaxia; 5 dias se tratamento.
Apoio clínico
Etiologia
Contexto
Infecção local
Alto risco de evoluir com infecção, especialmente em mordeduras por gatos.
Cuidados locais
Realizar imediatamente limpeza vigorosa (com degermante ou sabão), irrigação com soro fisiológico, mesmo que o paciente já tenha realizado higienização prévia. Se houver necessidade de sutura, realizar este procedimento após a infiltração de soro ou imunoglobulina anti-rábica na ferida, quando indicado. Lesões complexas ou em face: encaminhar para avaliação com cirurgião.
Tétano
Pacientes vítimas de mordedura devem ter seu status de proteção contra o tétano avaliado, conforme tabela e observações abaixo.
Observações
Abaixo de sete anos: tríplice (DPT) ou dupla tipo infantil (DT) se o componente pertussis for contra-indicado. A partir dos sete anos: dupla tipo adulto (dT). Imunoglobulina humana antitetânica, na dose de 250 unidades, pela via intramuscular, independentemente de idade ou peso. Utilizar local diferente daquele no qual foi aplicada a vacina.
Raiva
Para todos os tipos de exposição, a primeira medida indicada é lavar com água e sabão. Contato indireto em cão ou gato: não indicado para profilaxia. Exposição leve: vacina quando o animal não puder ser observado por 10 dias ou apresentar sinais sugestivos de raiva. Exposição grave: vacina e soro ou imunoglobulina conforme a espécie e a possibilidade de observação. Morcegos, animais silvestres e mamíferos domésticos de interesse econômico seguem a tabela de decisão do protocolo.
Observações
A primeira avaliação do paciente deve acontecer na Unidade de Atenção Primária à Saúde (UAPS), que disponibiliza a medida mais eficaz contra a raiva: a vacina. Quando houver indicação de soro antirrábico, a rede de saúde deve ser consultada para indicar o local de administração.
Material de apoio
Acesso rápido a downloads offline e links institucionais/oficiais para apoio complementar durante a consulta.
8 recursos disponívels
Secretaria da Saúde do Ceará
PDFArquivo-base da Secretaria da Saúde do Ceará para consulta offline em PDF.
Arquivo
guia-antimicrobiano-pratica-clinica-ce.pdf
World Health Organization
PDFMaterial complementar da OMS com folhas metodológicas para monitoramento e avaliação em resistência antimicrobiana.
Arquivo
who-amr-methodology-sheets.pdf
ILAS
Site oficialProtocolos, bundles e materiais de implementação para sepse e choque séptico.
BrCAST
Site oficialPontos de corte e recomendações nacionais para testes de sensibilidade aos antimicrobianos.
EUCAST
Site oficialBreakpoints, tabelas e metodologia de referência para interpretação microbiológica.
CLSI
Site oficialStandards laboratoriais e documentos técnicos aplicados à microbiologia clínica.
CAMO-Net
Site oficialRede colaborativa global com especialistas, eventos e materiais voltados ao enfrentamento da resistência antimicrobiana.
ANVISA
Site oficialPublicações oficiais da ANVISA para apoio técnico em microbiologia clínica nos serviços de saúde.
Evidência complementar
Selecionados pelo contexto clínico, priorizando periódicos de maior impacto e tipos de publicação com evidência mais forte.